O objecto de estudo da Ciência é a natureza. Mas a maior parte dos cientistas não acredita em Deus. Existe, aliás, uma incompatibilidade entre a profissão que estuda a natureza com o que quer que seja invisível. Ora isto me parece tão estranho que nem consigo descrever o que me provoca às entranhas! Reviram-se todas e picam-me, ai, tão lentamente que dói.
Qualquer cientista, ou pessoa que se dedica ao estudo do que é natural, tem aqueles momentos de maravilha e fascínio quando descobre algo interessante nos complexos sistemas orgânicos e não só. A quem será que essas pessoas atribuem a criação de tais coisas? De onde, de onde? Que inteligência pode ter criado tudo isto de forma tão perfeita? Surgiu do acaso? Foi o acaso que reuniu as condições para toda esta diversidade viver neste planeta? É por acaso que o nosso planeta tem atmosfera? O oxigénio abunda, as plantas, através da fotossíntese, dão-nos oxigénio, necessário à nossa sobrevivência. Que grande coincidência! As condições à nossa simples existência são tantas e é preciso tanta minúcia que eu não posso crer que tudo isto seja fruto do acaso. E se fosse apenas a espécie humana! Não, são tantos os seres vivos que habitam este planeta! São tantas os planetas! E, mais impressionante ainda é a forma como tudo funciona, as leis naturais são harmoniosas, mecânicas, conferem estabilidade ao que existe. Acho que é tudo tão intuitivo e natural que se pensa não ser nada de especial. Claro, nós já nascemos aqui, com tudo criado em prol do nosso bem-estar. Talvez as catástrofes naturais venham nos lembrar que existe uma inteligência maior que criou aquilo de que usufruimos e que, assim sendo, devemos gratidão em forma de boas obras.
É para mim surpreendente que a ciência seja antónimo de fé no senso geral. A Ciência devia ser, sim, o fundamento da Fé e não o seu oponente! Sinto realmente fortes picadelas aqui dentro dado o meu inconformismo. É aquilo que falta à nossa Humanidade: o despertar de uma fé raciocinada, moral! AMOR!
Sem comentários:
Enviar um comentário